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		<title>Uma cidade inteira chamada Francisco</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 13:11:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Os Chicos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=720><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100505LD0134.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>Uma cidade inteira chamada Francisco
Iniciamos a caminhada pelo Velho Chico com muita disposição e uma ideia maluca na cabeça. Era bater perna pelas barrancas do rio em busca de pessoas que levavam no nome o amor pelo rio São Francisco.
Muitos respondem por Francisco, Francisca, Chico ou Chica em função de uma homenagem ao rio homônimo. Outros, apenas carregavam o nome como pagamento de promessa feita junto ao santo dos animais e da natureza. Já a grande maioria ganhou essa alcunha no batismo para homenagear um pai, uma mãe, um avô ou uma avó que também Francisco ou Francisca era.
E foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma cidade inteira chamada Francisco</strong></p>
<p>Iniciamos a caminhada pelo Velho Chico com muita disposição e uma ideia maluca na cabeça. Era bater perna pelas barrancas do rio em busca de pessoas que levavam no nome o amor pelo rio São Francisco.</p>
<p>Muitos respondem por Francisco, Francisca, Chico ou Chica em função de uma homenagem ao rio homônimo. Outros, apenas carregavam o nome como pagamento de promessa feita junto ao santo dos animais e da natureza. Já a grande maioria ganhou essa alcunha no batismo para homenagear um pai, uma mãe, um avô ou uma avó que também Francisco ou Francisca era.</p>
<p>E foram muitas as surpresas que encontramos pelo caminho. Nunca poderíamos imaginar que as pessoas reagiriam tão bem a nossa loucura de sair procurando Chicos ou Chicas por cada cidade que passávamos.</p>
<p>Esta aprovação dos próprios ribeirinhos pela nossa loucura fez com que se tornasse obrigação incluir em nosso roteiro não mais um personagem Chico ou Chica. Fomos ao encontro agora de uma cidade inteira chamada Francisco. E adentramos São Francisco como dois loucos felizes e sem noção de onde o devaneio iria chegar.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-721" title="20100505LD0134" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100505LD0134.jpg" alt="20100505LD0134" width="800" height="533" /></p>
<p>Nunca poderíamos imaginar que logo a cidade de São Francisco seria o lugar mais difícil de encontrar um personagem. Saímos pelas ruas à caça de alguma boa história. O primeiro com que deparamos foi um Francisco pescador, mas a delícia e sedução da cachaça mineira falaram mais alto. Ela nos tomou das mãos a mente do possível personagem.</p>
<p>A segunda tentativa foi com Chico Biju, um vendedor de fumo que se tornou personagem folclórico na cidade. Conversamos muito sobre sua vida dedicada ao trabalho, mas ainda não era bem o que buscávamos.</p>
<p>A terceira tentativa nos levou à Comunidade de Buriti do Meio, um quilombola encravado na zona rural de São Francisco. Um grande grupo de moradores negros que levam à frente a tradição mais do que centenária da confecção de potes de barro. A moradora mais antiga do quilombola é Chiquinha.</p>
<p>O tamanho da admiração que tivemos pela história da Comunidade do Buriti do Meio foi grande, mas na mesma altura da decepção que tivemos com alguns ocorridos quando da nossa passagem por lá.</p>
<p>Com o tempo, a nossa loucura feliz se tornava uma realidade triste. Estávamos perto de deixar São Francisco sem Chico e Os Chicos sem São Francisco. Foi quando conhecemos João Francisco. Agricultor, contador de história, vendedor, mestre da Folia de Reis, vaqueiro, romeiro, fazedor de rabeca, entre outros milhares de afazeres.</p>
<p>E foi buscando uma cidade inteira chamada Francisco que encontramos todos eles em um homem só.</p>
<div id="attachment_722" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-722" title="20100505LD0104" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100505LD0104.jpg" alt="“Chegamos com a esperança de encontrar vários Franciscos...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“Chegamos com a esperança de encontrar vários Franciscos...”</p></div>
<div id="attachment_723" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-723" title="20100505LD0531" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100505LD0531.jpg" alt="“...tarefa que se mostrou cansativa e difícil...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...tarefa que se mostrou cansativa e difícil...”</p></div>
<div id="attachment_724" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-724" title="20100504LD0165" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100504LD0165.jpg" alt="“...mesmo quando a cidade guarda um importante capítulo da história brasileira...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...mesmo quando a cidade guarda um importante capítulo da história brasileira...”</p></div>
<div id="attachment_725" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-725" title="20100504LD0397" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100504LD0397.jpg" alt="“...que, muitas vezes, cai por terra...”" width="400" height="600" /><p class="wp-caption-text">“...que, muitas vezes, cai por terra...”</p></div>
<p>Em São Francisco rendemos homenagem a Márcio Nascimento do site www.saofranciscomg.com.br e ao padre Vicent, em nome de quem agradecemos à comunidade do bairro São Geraldo.</p>
<p>Também deixamos nosso protesto dando um salve ao genial Galinha Tonta, mais uma vítima da escrotidão dos aproveitadores travestidos de intelectuais quem usam da boa vontade dos ribeirinhos e nada oferecem em troca; gente que acha que escrever uma reportagem ou fotografar é mais importante do que saber plantar um pé de alface (gente que tem a certeza estúpida de que é só pegar a muda de alface e cavar um buraco na terra, assim como rabiscar uma palavra num pedaço de papel ou apertar o botão de uma máquina fotográfica).</p>
<p>E, ao nosso parceiro Antônio Raposinha, o total reconhecimento a quem a história cultural da cidade de São Francisco ainda reservará muitas páginas.</p>
<div id="attachment_726" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-726" title="20100505LD0363" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100505LD0363.jpg" alt="“...mas graças aos poucos heróis que toda cidade ainda tem a felicidade de contar...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...mas graças aos poucos heróis que toda cidade ainda tem a felicidade de contar...”</p></div>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_730" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-730" title="20100505LD0423" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100505LD0423.jpg" alt="“...muitas injustiças um dia ainda poderão ser reparadas...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...muitas injustiças um dia ainda poderão ser reparadas...”</p></div>
</div>
<div id="attachment_727" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-727" title="20100505LD0963" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100505LD0963.jpg" alt="“...já que o fim do dia sempre nos traz a lembra de recomeço.”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...já que o fim do dia sempre nos traz a lembrança de recomeço.”</p></div>
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		<title>A vergonha de ser cúmplice</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 05:03:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Os Chicos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=690><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100501LD01911.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>A vergonha de ser cúmplice
Canastra do nascimento. Pirapora da navegação. Lapa da fé. Sobradinho da represa. Juazeiro do porto. Paulo Afonso da cachoeira. Penedo da história.
Isso tudo é São Francisco. São os principais capítulos urbanos da história da ocupação branca do Velho Chico, segundo os moldes de um livro de geografia.
Uma injustiça com milhares de outros pontos das margens do São Francisco, que só de municípios possui mais de 500. E Januária ocupa o posto de baluarte dos excluídos.

Adentrando a cidade com a intenção de doar nosso suor por Januária, chegamos a imaginar que em 72 horas seríamos capazes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A vergonha de ser cúmplice</strong></p>
<p>Canastra do nascimento. Pirapora da navegação. Lapa da fé. Sobradinho da represa. Juazeiro do porto. Paulo Afonso da cachoeira. Penedo da história.</p>
<p>Isso tudo é São Francisco. São os principais capítulos urbanos da história da ocupação branca do Velho Chico, segundo os moldes de um livro de geografia.</p>
<p>Uma injustiça com milhares de outros pontos das margens do São Francisco, que só de municípios possui mais de 500. E Januária ocupa o posto de baluarte dos excluídos.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-692" title="20100501LD0191" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100501LD01911.jpg" alt="20100501LD0191" width="800" height="533" /></p>
<p>Adentrando a cidade com a intenção de doar nosso suor por Januária, chegamos a imaginar que em 72 horas seríamos capazes de tirá-la do ostracismo que sua envergadura não merecia.</p>
<p>Tínhamos armas boas para nossa batalha: um céu límpido, bastante tempo para pesquisar, bons contatos previamente feitos e, principalmente, um personagem espetacular já encaminhado: Chico Preto, um dos mais completos violeiros não só das barrancas do Velho Chico, mas de Minas Gerais.</p>
<p>E fomos à batalha. Lança, espada e escudo em punho. Nas primeiras horas, descobrimos que acompanharíamos uma das mais antigas tradições religiosas de Januária ainda hoje cultuada: a novena da Santa Cruz, que se inicia com a subida do mastro – solenidade de fixação do enorme mastro no chão da praça onde acontece a festa &#8211; e segue com rezas, ladainhas, apresentações culturais, leilão e muitas barraquinhas de comidas típicas da região com o cascarrão e o arroz picado.</p>
<p>Fomos à festa porque Chico Preto iria tocar durante os nove dias, inclusive na subida do mastro, o que marca o início das festividades.</p>
<p>Ao entrarmos na casa onde o mastro era preparado com muitos enfeites coloridos, ouvimos um tilintar de ferro imaginário. Era o nosso também imaginário escudo de batalha caindo ao chão. Aconteceu porque não nos deparamos com tristeza, resignação. Ao contrário. Encontramos uma comunidade alegre, eufórica, enfeitando toda a praça para receber o mastro e os nove dias de festejo.</p>
<p>Sem escudo, ouvimos os primeiros acordes da viola de Chico Preto. Quase engasgamos com a deliciosa paçoca de carne servida por Dona Léia – a madrinha da Festa da Santa Cruz deste ano. Foi o susto provocado pela beleza da cena de uma dezena de homens jogando o pesado mastro de aproximadamente 10 metros nas costas.</p>
<p>Uma multidão de sorrisos acompanhou a caminhada do mastro pelas ruas do bairro. Pelo ouvido, a música de Chico Preto massageava a alma que bailava ao som do cântico:</p>
<p><em>Os moradores fazem parte da festa/Em homenagem à Santa Cruz</em></p>
<p><em>Os moradores da água doce/Os moradores da Santa Cruz</em></p>
<p><em>A estrela do azul no infinito/Onde a lua faz clarão</em></p>
<p><em>Cantaremos em louvores/A bandeira de Santa Cruz</em></p>
<p><em>A bandeira está desfraldada/Na Praça da Santa Cruz</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-693" title="20100430LD0279" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100430LD0279.jpg" alt="20100430LD0279" width="800" height="533" /></p>
<p>Era impossível para as pessoas ouvirem o barulho ensurdecedor e imaginário de nossas armas caindo ao chão. Estávamos paralisados diante daquela catarse. A subida do mastro na praça foi acompanhada de uma sequência delirante de vivas e palmas. Batidas de mãos, das quais, implorávamos a ajuda de apenas uma piedosa para ajudar a enxugar as nossas lágrimas de emoção.</p>
<p>O choro de alegria e emoção, que vem acompanhado de um sorriso, meio suspiro, é a única criação do homem que pode chegar a ter sua beleza comparada a qualquer maravilha feita pela natureza.</p>
<p>No dia seguinte, sem escudo, sem lança, sem espada e sem estufar o peito, ainda corremos as águas do São Francisco a bordo do Marujo, barco do nosso segundo personagem em Januária.</p>
<p>Só navegando junto da tripulação de um barco para saber dos segredos e histórias de um rio ou mar. Assim como o feijão abraça, embebeda as partes do porco para dessa feliz promiscuidade nascer a mais saborosa feijoada, a alegria e acolhimento dos januarenses nos inebriou a ponto do mistério ser desfeito.</p>
<p>Do cais, olhando o São Francisco ao longe, veio forte a imagem da Januária do porto, da navegação, da cachaça, das letras, do casario, das tradições folclóricas e religiosas, da alegria contumaz e de seu grito por reconhecimento.</p>
<p>Daquela amurada, percebemos o erro da geografia em não colocar Januária como um dos principais capítulos urbanos da história do rio São Francisco, que em razão das inúmeras cheias e vazantes, hoje corre bem longe do cais da cidade.</p>
<p>Talvez o São Francisco hoje passe longe do cais pela vergonha que sente por ter sido cúmplice da geografia, que não reconheceu a alegria de Januária como um dos mais importantes capítulos urbanos da história de sua ocupação.</p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_694" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-694" title="20100503LD0262" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100503LD0262.jpg" alt="“Um rio tão forte, às vezes também erra...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“Um rio tão forte, às vezes também erra...”</p></div>
<div id="attachment_695" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-695" title="20100501LD0285" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100501LD0285.jpg" alt="“...mesmo sendo o guia de histórias e morada de cidades...”" width="400" height="600" /><p class="wp-caption-text">“...mesmo sendo o guia de histórias e morada de cidades...”</p></div>
<div id="attachment_696" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-696" title="20100501LD0271" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100501LD0271.jpg" alt="“....algumas delas já misturadas e temperadas...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“....algumas delas já misturadas e temperadas...”</p></div>
<div id="attachment_697" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-697" title="20100501LD0262" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100501LD0262.jpg" alt="“...e até mesmo embriagadas...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...e até mesmo embriagadas...”</p></div>
<div id="attachment_703" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-703" title="20100501LD0229" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100501LD0229.jpg" alt="“...pelo descaso dos homens e a injustiça da geografia...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...pelo descaso dos homens e a injustiça da geografia...”</p></div>
<div id="attachment_699" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-699" title="20100503LD0114" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100503LD0114.jpg" alt="“...que não sabe admirar a alegria e satisfação...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...que não sabe admirar a alegria e satisfação...”</p></div>
<div id="attachment_700" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-700" title="20100430LD0288" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100430LD0288.jpg" alt="“...de uma cidade que adora se cultuar, se enfeitar...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...de uma cidade que adora se cultuar, se enfeitar...”</p></div>
<div id="attachment_701" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-701" title="20100501LD0199" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100501LD0199.jpg" alt="“...uma cidade que adora sorrir.”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...uma cidade que adora sorrir.”</p></div>
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		<title>A desconfiança do mineiro</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 12:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Os Chicos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=675><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100429LD0155.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>
A desconfiança do mineiro
Saltar da Bahia para Minas vai muito além de cruzar uma divisa. No nosso caso, uma divisa molhada, refrescante, ocupada pelas águas do Carinhanha.

Teríamos de enfrentar alguns quilômetros de uma estrada de terra cheia de desvios e surpresas. E o aviso não era bravata. Cruzamos um trecho de mata ainda quase inexplorada. Tivemos a companhia de calangos gigantes, cobras, muitos pássaros e até um filhote de veado campeiro que cruzou nosso caminho assustado e em disparada.
Passado o susto do bichinho e o nosso, chegamos ao primeiro porto mineiro: Manga.
A Manga dos caboclos, escravos e filhos de Pernambuco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<div class="mceTemp"><strong>A desconfiança do mineiro</strong></div>
<div class="mceTemp">Saltar da Bahia para Minas vai muito além de cruzar uma divisa. No nosso caso, uma divisa molhada, refrescante, ocupada pelas águas do Carinhanha.</div>
</div>
<p>Teríamos de enfrentar alguns quilômetros de uma estrada de terra cheia de desvios e surpresas. E o aviso não era bravata. Cruzamos um trecho de mata ainda quase inexplorada. Tivemos a companhia de calangos gigantes, cobras, muitos pássaros e até um filhote de veado campeiro que cruzou nosso caminho assustado e em disparada.</p>
<p>Passado o susto do bichinho e o nosso, chegamos ao primeiro porto mineiro: Manga.</p>
<p>A Manga dos caboclos, escravos e filhos de Pernambuco hoje se tornou uma cidade tipicamente mineira. É a Manga dos emboabas, de Manoel Nunes Viana.</p>
<p>Não gosta de ser chamada do último porto mineiro no São Francisco. É sim o primeiro porto mineiro do Velho Chico.</p>
<p>É a Manga que anuncia a poesia e prosa dos mineiros. É a primeira cidade das terras da liberdade.  </p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-676" title="20100429LD0155" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100429LD0155.jpg" alt="20100429LD0155" width="800" height="533" /></p>
<p>Se no passado, assim como quase todas as cidades ribeirinhas, Manga viveu na dependência do rio São Francisco, hoje a cidade vive em função das balsas.</p>
<p>Faça lua, faça sol, três balsas barulhentas cruzam o São Francisco incessantemente. Do outro lado, a cidade histórica de Matias Cardoso, que ainda briga com unhas e dentes para ser reconhecida como o berço da civilização em Minas Gerais.</p>
<p>Em poucas horas no novo pouso, percebemos que ali no porto das balsas, se não estava o coração de Manga, estava o seu pulmão. Onde o translado era de gente, bicicletas, carros, caminhões e muito carvão. Tudo num ritmo de respiração, onde se aspira o ar para uma margem do rio e expira para a banda contrária.</p>
<p>E desse universo viria o nosso personagem: Tim da Balsa. Dono da mais antiga balsa em atividade no porto de Manga.</p>
<p>Passamos uma tarde à caça de Francisco “Tim”. Desconfiados da nossa insistência por achar o patrão, os funcionários da balsa resistiram ao máximo para nos fornecer informações sobre seu paradeiro.</p>
<p>Desde quando finalmente encontramos Francisco “Tim”, até o último momento da nossa estada, ele manteve um pé atrás quanto ao nosso objetivo.</p>
<p>Desconfiado, adiou ao máximo a nossa prosa. Ressabiado, tentou fugir da sessão de fotos. Até da despedida, arrumou forma de se ausentar.</p>
<p>Esse foi o nosso personagem em Manga.</p>
<p>Depois de tanto tempo na alegre Bahia, cruzamos a divisa com Minas sem ver a tradicional placa que marca o encontro de dois estados brasileiros. Mas nenhuma placa seria tão informativa para nos dizer que estávamos em Minas quanto foi a desconfiança do mineiríssimo Francisco “Tim”.</p>
<div id="attachment_677" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-677" title="20100429LD0678" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100429LD0678.jpg" alt="“No passado de fartura do São Francisco...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“No passado de fartura do São Francisco...”</p></div>
<div id="attachment_678" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-678" title="20100429LD0108" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100429LD0108.jpg" alt="“...Manga foi um dos mais belos portos para as embarcações...”" width="800" height="464" /><p class="wp-caption-text">“...Manga foi um dos mais belos portos para as embarcações...”</p></div>
<div id="attachment_679" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-679" title="20100428LD0500" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD0500.jpg" alt="“...mas em um tempo de opulência que desapareceu como pó...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...mas em um tempo de opulência que desapareceu como pó...”</p></div>
<div id="attachment_682" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-682" title="20100428LD0619" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD06191.jpg" alt="“...deixando as balsas como suspiro de vida nas águas do Velho Chico...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...deixando as balsas como suspiro de vida nas águas do Velho Chico...”</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_683" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-683" title="20100429LD0009" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100429LD00091.jpg" alt="“rasgado, dia e noite, pelo barulho dos motores...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“rasgado, dia e noite, pelo barulho dos motores...”</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_685" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-685" title="20100428LD0409" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD04091.jpg" alt="“...e pela felicidade do partir e chegar de pessoas e carros...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...e pela felicidade do partir e chegar de pessoas e carros...”</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_686" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-686" title="20100429LD0488" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100429LD0488.jpg" alt="“assim como Os Chicos: triste por deixar a Bahia, mas eufórico por respirar Minas Gerais.”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“assim como Os Chicos: triste por deixar a Bahia, mas eufórico por respirar Minas Gerais.”</p></div>
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		<title>A Bahia de um santo só</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 17:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Os Chicos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=660><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD0011.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>A Bahia de um santo só

Foram 19 dias em terras baianas. O último deles em Carinhanha. Ao passar pela cidade de Malhada/BA, cruzamos a mais nova ponte construída sobre o sofrido São Francisco. Do lado direito, a pequena cidade de Carinhanha. À esquerda, o pontal do rio de mesmo nome, que joga suas águas escuras e límpidas no barrento São Francisco.
O normal para dois corações mineiros &#8211; já há tanto tempo longe de casa &#8211; seria desejar, a qualquer custo, dar uma corridinha até as margens do Carinhanha só para poder olhar de pertinho a outra margem: Minas Gerais!
Poderíamos nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Bahia de um santo só</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-661" title="20100428LD0011" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD0011.jpg" alt="20100428LD0011" width="800" height="533" /></p>
<p>Foram 19 dias em terras baianas. O último deles em Carinhanha. Ao passar pela cidade de Malhada/BA, cruzamos a mais nova ponte construída sobre o sofrido São Francisco. Do lado direito, a pequena cidade de Carinhanha. À esquerda, o pontal do rio de mesmo nome, que joga suas águas escuras e límpidas no barrento São Francisco.</p>
<p>O normal para dois corações mineiros &#8211; já há tanto tempo longe de casa &#8211; seria desejar, a qualquer custo, dar uma corridinha até as margens do Carinhanha só para poder olhar de pertinho a outra margem: Minas Gerais!</p>
<p>Poderíamos nos justificar, dizendo que o tempo era curto e que não daria para ir até o pontal naquele momento. Poderíamos dizer que, naquele instante, não sabíamos exatamente como chegar ao rio Carinhanha.</p>
<p>Mentir para que?</p>
<p>Minas corre no nosso coração e acalenta nossa alma, mas não fomos ao pontal porque não queríamos perder as últimas horas que nos restavam de solo, clima, água e alegria baiana.</p>
<p>O Velho Chico é mineiro, baiano, pernambucano, alagoano e sergipano. Não se ama o São Francisco sendo monogâmico.</p>
<div id="attachment_663" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-663" title="20100428LD0095" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD0095.jpg" alt="Viver e amar o São Francisco passa por aceitar a diversidade de suas margens." width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">Viver e amar o São Francisco passa por aceitar a diversidade de suas margens.</p></div>
<p>O objetivo em Carinhanha estava definido. A nossa personagem seria Prefeita Chica, com quem já havíamos nos encontrado em Bom Jesus da Lapa. O fato de ser uma mulher, prefeita, negra, de passado pobre e encarar sem medo de morrer uma região comandada há séculos por coronéis, nos atraiu. Era uma boa aposta para fechar com chave de ouro a nossa pesquisa em terras baianas.</p>
<p>No trecho que percorremos da Bahia (de Juazeiro a Carinhanha), as principais marcas foram a alegria das pessoas e o grande número de personagens com histórias de vida fortes e bem diferenciadas. Mas ainda precisávamos de alguém para simbolizar a luta de uma Bahia que não conhece <em>resorts</em>, riqueza, estrangeiros endinheirados, hippies, mauricinhos, pseudo-intelectuais naturebas ou grandes empresários do Sudeste. Uma Bahia que não se considera tão distante da realidade nordestina. É a Bahia de Iuiu. Não a Bahia de Camamu.</p>
<div id="attachment_664" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-664" title="20100427LD0019" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100427LD0019.jpg" alt="“A Bahia do São Francisco é de um povo bravo e forte...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“A Bahia do São Francisco é de um povo bravo e forte...”</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_665" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-665" title="20100427LD0517" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100427LD0517.jpg" alt="“...que não conhece as riquezas e facilidades do litoral.”  " width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...que não conhece as riquezas e facilidades do litoral.” </p></div>
<p>Sendo assim, encaramos uma via sacra com a Prefeita Chica por diversos povoados da zona rural de Carinhanha, onde será instalado um sistema de tratamento de água. Mesmo porque, os primeiros baianos ribeirinhos não são obrigados a beber uma água com todas as merdas e venenos que os mineiros despejam no São Francisco. Apenas uma questão de cidadania, porque no que se refere à conscientização, eles também não as têm. Tratam a mesma água onde também jogam suas merdas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-666" title="20100428LD0298" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD0298.jpg" alt="20100428LD0298" width="800" height="533" /></p>
<p>A viagem em estrada de terra durou o dia todo e foi suficiente para visitar seis povoados (Bebedouro, Frota, Garças, Angico, Três Ilhas e Amargosa) e um quilombola (Barra do Parateca) que dependem das águas do São Francisco.</p>
<p>Esse conhecimento de perto foi fundamental para cristalizar ainda mais um conceito que é preciso levar em conta quando do início de qualquer análise sobre o São Francisco.</p>
<p>Carinhanha é um portal para quem desce o rio. Ali se inicia o trecho em que as pessoas vivem “DO” São Francisco. Uma diferença crucial de viver “COM O” São Francisco.</p>
<div id="attachment_667" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-667" title="20100427LD0584" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100427LD0584.jpg" alt="“Terminamos a caminhada...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“Terminamos a caminhada...”</p></div>
<div id="attachment_668" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-668" title="20100427LD0629" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100427LD0629.jpg" alt="“...por um São Francisco vital para seus moradores.”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...por um São Francisco vital para seus moradores.”</p></div>
<p>Na cidade dos caiapós, deixamos os nossos agradecimentos ao secretário municipal Raimundo Primo e a Seu Jorge, pai da Prefeita Chica. Também a Seu Ruberto (com U mesmo), ex-soldado do Exército durante a Segunda Guerra e líder do Caboclinho, manifestação cultural típica do Nordeste.</p>
<p>E o “muito obrigado” especial, deixamos para Reinaldo e sua família, que nos premiaram com um almoço tão sonhado, com feijão de caldo e galinha caipira!!!</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-670" title="SDC12626" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/SDC126261-768x1024.jpg" alt="SDC12626" width="600" height="800" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-671" title="20100428LD0018" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD0018.jpg" alt="20100428LD0018" width="414" height="600" /></p>
<div id="attachment_672" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-672" title="20100428LD0313" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100428LD0313.jpg" alt="Seu Ruberto escapou da Segunda Guerra e hoje comandando Os Caboclinhos." width="400" height="600" /><p class="wp-caption-text">Seu Ruberto escapou da Segunda Guerra e hoje comandando Os Caboclinhos.</p></div>
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		<title>O poder de transformação das nuvens</title>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 20:20:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Os Chicos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=646><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100423LD0178.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>O poder de transformação das nuvens

A Lapa do Bom Jesus. O Bom Jesus da Lapa.
Troca-se o nome. Confunde-se cidade com santuário. Transforma-se santuário em cidade. Transita-se. Baila-se.
O horizonte plano é rasgado por um rio barrento, raso, lento e longe. Neste cenário reto e sem graça, ergue-se a lapa como uma brotoeja.
A formação rochosa de 90 metros de altura é composta por enormes pedras pontudas. Vistas de baixa, possuem aparência quebradiça. No meio delas, árvores salpicadas, como pêlos que crescem em ferida exposta e quase cicatrizada. Mas uma ferida fecunda, onde o homem enxergou capelas em grutas.
Este é o cenário do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O poder de transformação das nuvens</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-647" title="20100423LD0178" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100423LD0178.jpg" alt="20100423LD0178" width="800" height="533" /></p>
<p>A Lapa do Bom Jesus. O Bom Jesus da Lapa.</p>
<p>Troca-se o nome. Confunde-se cidade com santuário. Transforma-se santuário em cidade. Transita-se. Baila-se.</p>
<p>O horizonte plano é rasgado por um rio barrento, raso, lento e longe. Neste cenário reto e sem graça, ergue-se a lapa como uma brotoeja.</p>
<p>A formação rochosa de 90 metros de altura é composta por enormes pedras pontudas. Vistas de baixa, possuem aparência quebradiça. No meio delas, árvores salpicadas, como pêlos que crescem em ferida exposta e quase cicatrizada. Mas uma ferida fecunda, onde o homem enxergou capelas em grutas.</p>
<p>Este é o cenário do Santuário, descoberto em 1691 por Francisco Mendonça Mar, que ali depositou uma imagem do Bom Jesus, sem imaginar que nascia assim uma das maiores romarias do Brasil.</p>
<p>Graças à imagem do Bom Jesus, a Lapa deixou de ser ferida. Definitivamente, virou gruta.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-648" title="20100423LD0357" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100423LD0357.jpg" alt="20100423LD0357" width="800" height="533" /></p>
<p>No céu, quando fixamos o olhar nas nuvens, podemos transformá-las em inúmeras figuras. Bichos, máquinas, mapas de países&#8230;</p>
<p>Apenas por dois motivos, a Lapa não é como nuvens. Primeiro, porque ela é cinza. E também porque nela a força de transformação do olhar não existe. Ao contemplar a Lapa, só se vê grutas e capelas. E estas não podem se tornar outra figura.</p>
<p>Quando nos deparamos com o morro que abriga o santuário, vivemos a energia de estar dentro de uma nuvem cinza que não passa de imagem de um peixe para mapa de Portugal. O que é totalmente possível quando se olha uma nuvem no céu.</p>
<p>A Lapa é o Bom Jesus. E só o Bom Jesus é capaz de fazer Portugal virar peixe. Só o Bom Jesus é capaz de fazer pernas andarem, mãos se abrirem, doenças se curarem, dívidas serem pagas, casamentos serem consagrados, vidas serem salvas.</p>
<p>Essa é a energia que Bom Jesus da Lapa emana.</p>
<p>E novamente para tentar fugir do óbvio, procuramos e encontramos uma personagem de 9 anos: Francisca, a Netinha. Se o Francisquinho – hoje com um ano de vida &#8211; de Cabrobó/PE é nosso mascote, Netinha se tornou facilmente nosso xodó.</p>
<p>A doçura e timidez da pequena Francisca nos fez voltar aos tempos de infância. Fomos até a Ilha da Prata com toda a família da menina. A Lapa e seu santuário ficaram longe. E a energia das grutas, o clima pesadíssimo das salas dos ex-votos saiam dos nossos pensamentos. Para nossa alegria.</p>
<p>E não tinha como ficar triste, podendo nadar nas águas vermelhas do São Francisco e até jogar futebol com Netinha e seus irmãos. Era o compromisso final em Bom Jesus da Lapa. No outro dia, cedo, partiríamos da cidade.</p>
<p>A inocência de Netinha foi a doce ilusão que vivemos. No apagar das luzes, encontramos Chiquinho Amaral. Sua história emocionante nos prendeu aos pés da Lapa mais um dia.</p>
<p>Não foi fácil manter a mão firme e o rosto seco quando se entrevista um senhor de 70 anos que verte lágrimas, à sua frente, ao relembrar a infância de fome e sede no sertão baiano. Tempos difíceis que venceu ao encontrar as águas do São Francisco. Foi assim que se tornou devoto do Bom Jesus.</p>
<p>Tentamos fazer da nossa passagem pela Lapa algo diferente, leve e menos místico. Mas na Lapa, ao se olhar para uma nuvem, não temos o poder de transformá-la em peixe.</p>
<p>Na Lapa, a nuvem é nuvem mesmo.</p>
<div id="attachment_649" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-649" title="20100422LD0395" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100422LD0395.jpg" alt="“A Lapa, o Bom Jesus...&quot;" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“A Lapa, o Bom Jesus...&quot;</p></div>
<div id="attachment_650" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-650" title="20100423LD0101" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100423LD0101.jpg" alt="“...o santuário...”" width="800" height="520" /><p class="wp-caption-text">“...o santuário...”</p></div>
<div id="attachment_651" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-651" title="20100423LD0169" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100423LD0169.jpg" alt="“...a devoção...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...a devoção...”</p></div>
<div id="attachment_652" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-652" title="20100424LD0462" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100424LD0462.jpg" alt="“...o milagre...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...o milagre...”</p></div>
<div id="attachment_653" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-653" title="20100426LD0439" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100426LD0439.jpg" alt="“...que vai levando o São Francisco.”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...que vai levando o São Francisco.”</p></div>
<p>Em Bom Jesus, fomos recebidos de braços abertos pelo padre Roque, a quem devemos nossos agradecimentos. Inclusive, por parar a missa do Dia de São Jorge para perguntar aos fiéis se conheciam algum Francisco ou Francisca (foi assim que chegamos a Netinha).</p>
<p>Irmão Ivanor – um ser humano especial, leve e cativante &#8211; também foi nosso grande parceiro, abrindo as portas da Rádio Bom Jesus para que pudéssemos falar ao vivo com as comunidades da região da Lapa. Agradecemos também a Maria Alice pela simpatia e a Fábio Negão pela alegria.</p>
<p>Ao velho Emídio – remeiro, pescador, assassino -, nosso eterno reconhecimento por prezar tanto pela honra.</p>
<p>Em especial, um agradecimento forte ao casal Valdivino e Maria, que confiaram em nosso trabalho e permitiram que a filha caçula fosse uma das personagens de Os Chicos.</p>
<div id="attachment_654" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-large wp-image-654" title="SDC12572" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/SDC12572-1024x768.jpg" alt="Valdivino e a turma, a caminho da Ilha da Prata" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Valdivino e a turma, a caminho da Ilha da Prata</p></div>
<div id="attachment_656" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-656" title="20100423LD0006" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/20100423LD00061.jpg" alt="Seu Emídio e a barca Vila Nova, que será desmontada e assassinada" width="800" height="524" /><p class="wp-caption-text">Seu Emídio e a barca Vila Nova, que será desmontada e assassinada</p></div>
<div id="attachment_657" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-large wp-image-657" title="SDC12529" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/SDC12529-1024x768.jpg" alt="Irmão Ivanor e Maria Alice, durante o programa da Rádio Bom Jesus" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Irmão Ivanor e Maria Alice, durante o programa da Rádio Bom Jesus</p></div>
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		<title>Onde o diabo não conseguiu fugir da cruz</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 20:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Os Chicos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=630><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100422LD0128.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>Onde o diabo não conseguiu fugir da cruz

Quando nos preparávamos para ir a Barra, não sabíamos o que esperar do município. Tínhamos algumas referências históricas e geográficas, principalmente em relação ao secular mercado municipal e ao encontro das águas do Velho Chico com o rio Grande, além de algumas citações feitas por pessoas que passaram pela cidade nos idos tempos dos vapores. Porém, existia uma definição conjunta: não procuraríamos dom Luiz Flávio Cappio, bispo da Diocese da Barra.
E tínhamos inúmeras justificativas para não o fazer. Em primeiro lugar, porque temíamos que o contato com dom Luís desse ao projeto um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Onde o diabo não conseguiu fugir da cruz</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-631" title="20100422LD0128" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100422LD0128.jpg" alt="20100422LD0128" width="800" height="533" /></strong></p>
<p>Quando nos preparávamos para ir a Barra, não sabíamos o que esperar do município. Tínhamos algumas referências históricas e geográficas, principalmente em relação ao secular mercado municipal e ao encontro das águas do Velho Chico com o rio Grande, além de algumas citações feitas por pessoas que passaram pela cidade nos idos tempos dos vapores. Porém, existia uma definição conjunta: não procuraríamos dom Luiz Flávio Cappio, bispo da Diocese da Barra.</p>
<p>E tínhamos inúmeras justificativas para não o fazer. Em primeiro lugar, porque temíamos que o contato com dom Luís desse ao projeto um viés político &#8211; que Os Chicos não tem -, pois a figura do bispo imediatamente remete à discussão sobre a transposição do rio São Francisco. E nunca coube &#8211; tampouco caberá &#8211; a Os Chicos tomar posição política em relação a este assunto.</p>
<p>Em segundo lugar, porque deveríamos manter a meta de não cair em lugar comum, falando sobre as mesmices noticiadas sobre o São Francisco. E se existe um assunto que já foi relatado, fotografado, noticiado, dissecado e universalizado, este assunto é a greve de fome de dom Luiz Cappio contra a transposição do rio São Francisco.</p>
<p>E para finalizar e sacramentar a nossa decisão, o livro continuaria tendo como personagens apenas pessoas chamadas Francisco ou Francisca. O que, categoricamente, excluía dom Luiz da lista de possíveis personagens.</p>
<div id="attachment_632" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-632" title="20100421LD0034" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100421LD0034.jpg" alt="“A Barra resiste ao tempo, deixando resquícios de um tempo...”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“A Barra resiste ao tempo, deixando resquícios de um tempo...”</p></div>
<div id="attachment_633" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-633" title="20100421LD0237" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100421LD0237.jpg" alt="“...em que os barões ainda viviam às margens do Velho Chico.”" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">“...em que os barões ainda viviam às margens do Velho Chico.”</p></div>
<p>Só não contávamos com a força histórica.</p>
<p>E “a Barra” – como os moradores se referem à cidade – era mesmo um local de quebra de convicções e tradições. Do passado glorioso e pomposo, só ficou mesmo o título: Terra de Barões. A riqueza, a enorme força política e econômica e até mesmo a referência portuária deixaram apenas míseros rastros.</p>
<p>E foi também na Barra que quebramos tradições. Foi a primeira cidade, durante nossa viagem, que iniciamos a pesquisa separadamente. Enquanto um ficava em Xique-xique, finalizando a pesquisa daquela cidade, o outro adentrava a Barra sozinho.</p>
<p>O primeiro personagem da Barra foi Chico Besourão, o maior símbolo do futebol da cidade. Dono de memória e simpatia cativantes. Entre os bons casos que nos contou, Besourão relembrou as inúmeras cobranças de dom Luiz para que ele parasse de beber sua cachacinha.</p>
<p>Com o passar das horas na cidade, ficou evidente que seria impossível resistir a um encontro com dom Luiz Cappio. Tal é a sua importância para os moradores de Barra. Ninguém consegue contar a história da cidade baiana sem citar o capítulo contemporâneo, centrado no trabalho do bispo em prol das comunidades mais pobres e nas suas constantes denúncias públicas em relação ao tráfico de drogas.</p>
<p>Resolvemos procurar o bispo. Ainda com a ilusão de que seria apenas um encontro para apresentar o projeto Os Chicos a ele. Inocência&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-634" title="20100421LD0254" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100421LD0254.jpg" alt="20100421LD0254" width="533" height="800" /></p>
<p>O pequeno encontro se transformou em 48 horas de convívio. Inclusive, nos rendeu mais uma personagem já inesquecível: Dona Chichica. Até aqui, a mais doce Francisca que emprestou parte do seu tempo à nossa pesquisa ao longo do Velho Chico.</p>
<p>Também foi dom Luiz &#8211; assim como Chico Besourão – que nos deu a dica para conhecermos Dona Joana Camandaroba. Uma senhora de 96 anos, representante de uma das mais ricas e influentes famílias da Barra. Hoje, com a saúde debilitada, ela vive no casarão secular da família. Cercada por jóias, presentes e fantasmas de um tempo em que as grandes famílias ditavam as regras nas pequenas cidades do sertão baiano.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-635" title="20100422LD0371" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100422LD0371.jpg" alt="20100422LD0371" width="800" height="533" /></p>
<p>Feito tudo isso, nos despedimos de dom Luiz Cappio, após acompanhá-lo por 48 horas. Foram longas conversas e muitas fotos. E mais uma vez, a Barra prezou pela quebra de convicções e tradições, pois, em nenhum momento, dom Luiz Cappio falou sobre a transposição do rio São Francisco.</p>
<p>E pela primeira vez, desde 2007, um jornalista entrevista o bispo e não lhe pergunta sobre a greve de fome.</p>
<p>Ele é muito mais do que isso&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-636" title="20100421LD0386" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100421LD0386.jpg" alt="20100421LD0386" width="800" height="533" /></p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-643" title="SDC12440" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SDC124401-1024x768.jpg" alt="SDC12440" width="600" height="450" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-638" title="20100421LD0015" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100421LD0015.jpg" alt="20100421LD0015" width="800" height="533" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-639" title="20100421LD0193" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100421LD0193.jpg" alt="20100421LD0193" width="800" height="533" /></p>
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		<title>O cactus mais importante do São Francisco</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 14:25:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=617><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100420LD0049.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>O cactus mais importante do São Francisco

Quando encontramos uma cidade chamada Xique-xique e que recebe o nome só porque está localizada em uma região de grande concentração deste cactus, imaginamos logo não ser um município antigo e de valor histórico. A atual aparência do cais do porto e a falta de hospedagem, nos fez imaginar o pior.

Os hotéis estavam cheios, servindo às empreiteiras que estão construindo grandes obras de irrigação na região. E a primeira impressão da área do atual cais de Xique-xique não foi das melhores: do antigo e histórico Mercado das Frutas não se consegue ver o rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O cactus mais importante do São Francisco</strong></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-618" title="20100420LD0049" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100420LD0049.jpg" alt="20100420LD0049" width="800" height="595" /></p>
<p>Quando encontramos uma cidade chamada Xique-xique e que recebe o nome só porque está localizada em uma região de grande concentração deste cactus, imaginamos logo não ser um município antigo e de valor histórico. A atual aparência do cais do porto e a falta de hospedagem, nos fez imaginar o pior.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-619" title="20100420LD0345" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100420LD0345.jpg" alt="20100420LD0345" width="800" height="357" /></p>
<p>Os hotéis estavam cheios, servindo às empreiteiras que estão construindo grandes obras de irrigação na região. E a primeira impressão da área do atual cais de Xique-xique não foi das melhores: do antigo e histórico Mercado das Frutas não se consegue ver o rio São Francisco. Um enorme paredão de quase 4 metros de altura foi construído ao longo de toda a margem. A sensação que se tem é de que o rio São Francisco foi todo murado, faltando apenas cercas elétricas ou de arame farpado.</p>
<p>Aos poucos, o desejo de deixar rapidamente a cidade foi desaparecendo. Com ajuda de parceiros, começamos por encontrar um bom e simples pouso. Em seguida, resolvemos passar por cima da muralha do cais e ver de perto o porto de Xique-xique. A movimentação de barcos era intensa. E não eram barcos pequenos. Eram barcas grandes. Num vai e vem frenético.</p>
<p>A água já barrenta do São Francisco dava um belo contraste com o colorido das barcas e dos potes de barro, peixes, legumes, verduras e frutas espalhadas ao longo do porto.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-620" title="20100420LD0706" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100420LD0706.jpg" alt="20100420LD0706" width="800" height="533" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-621" title="20100420LD0304" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100420LD0304.jpg" alt="20100420LD0304" width="800" height="533" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-622" title="20100420LD0098" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100420LD0098.jpg" alt="20100420LD0098" width="800" height="533" /></p>
<p>A gota d’água para a nossa mudança de impressão foi o encontro com Chico de Né. Em poucos minutos de conversa, ele se tornou nosso personagem! Sua história de vida, sua simplicidade e, principalmente, sua risada nos conquistou. Era impossível ficar triste depois de ouvir Chico de Né soltar sua risada!!! Perto dele, Caetano não iria querer ver a de Irene.</p>
<p>Também tivemos a oportunidade de conhecer o povoado de Marreca Velha, às margens do Velho Chico. Uma vila basicamente formada por pescadores e que fica de fronte a imensas dunas de areia. Cenário raríssimo nos 2.700 quilômetros do São Francisco.</p>
<p>Se a desconfiança com Xique-xique já tinha ido embora, a admiração ainda não tinha chegado totalmente, mas bastou um pouco de pesquisa sobre a história da cidade para nos rendermos.</p>
<p>Xique-xique foi um importantíssimo centro quando da exploração de metais e pedras preciosas na Chapada Diamantina. Numa época em que as margens nordestinas do São Francisco se dividiam entre os impérios da Casa da Ponte e da Casa da Torre, no final do Século XVII e início do Século XVIII.</p>
<p>Neste período, o São Francisco recebia o codinome de Rio dos Currais, pelo grande número de fazendas de gado às suas margens. E eram essas fazendas que supriam de alimentos os devoradores de ouro e diamantes da Chapada. E exatamente próximo a Xique-xique passava a Estrada de Dona Joana, via de acesso dos mineradores aos alimentos do Velho Chico.</p>
<p>Sabedores da história, fomos até a Ilha do Miradouro, onde Xique-xique começou. Aos muitos trancos e inúmeros barrancos, a primeira capela da Ilha ainda está em pé. Infelizmente, seu estado de conservação está longe da qualidade da história do município.</p>
<p>Mas essa foi a Xique-xique para nós: aos trancos e barrancos. Mas nos conquistou!</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-623" title="20100419LD0241" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100419LD0241.jpg" alt="20100419LD0241" width="800" height="533" /></p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-624" title="SDC12313" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SDC12313-1024x768.jpg" alt="SDC12313" width="600" height="450" /></p>
<p>A nossa admiração a Xique-xique e sua história também deve ser creditava a alguns grandes amigos: Adriano Brito (Blog <a href="http://www.xiquesampa.blogspot.com/">www.xiquesampa.blogspot.com</a>), nosso braço paulista do São Francisco; a Poliana Pinheiro, pela sua sensibilidade; Juarez Chaves, baluarte da história de sua cidade; Jorge Meira, nosso parceirão; e João da Água, o maior contador de piadas de Xique-xique.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-625" title="20100420LD0547" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100420LD0547.jpg" alt="20100420LD0547" width="800" height="487" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-626" title="20100420LD0475" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100420LD0475.jpg" alt="20100420LD0475" width="800" height="533" /></p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-628" title="SDC12281" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SDC122811-768x1024.jpg" alt="SDC12281" width="600" height="800" /></p>
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		<title>Xique-xique contada pelos filhos ausentes</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 22:23:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=611><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SDC12358-1024x768.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>Xique-xique contada pelos filhos ausentes
A cidade de Xique-xique foi a que mais referências tinha na internet, quando da pesquisa prévia feita pela produção de Os Chicos nas cidades que constavam no roteiro de viagem. Foram encontrados bons sites sobre a história e o dia-a-dia da cidade. Mas o mais impressionante é que todos eles eram feitos por filhos da terra que moravam em outras praças. O principal foi o http://www.xiquesampa.blogspot.com/.
O blog foi criado em abril de 2009 por Adriano Brito, um xique-xiquense que reside em São Paulo/SP. Atualizado diariamente, o blog tanto dá notícias sobre o dia-a-dia da cidade, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Xique-xique contada pelos filhos ausentes</strong></p>
<p>A cidade de Xique-xique foi a que mais referências tinha na internet, quando da pesquisa prévia feita pela produção de Os Chicos nas cidades que constavam no roteiro de viagem. Foram encontrados bons sites sobre a história e o dia-a-dia da cidade. Mas o mais impressionante é que todos eles eram feitos por filhos da terra que moravam em outras praças. O principal foi o <a href="http://www.xiquesampa.blogspot.com/">http://www.xiquesampa.blogspot.com/</a>.</p>
<p>O blog foi criado em abril de 2009 por Adriano Brito, um xique-xiquense que reside em São Paulo/SP. Atualizado diariamente, o blog tanto dá notícias sobre o dia-a-dia da cidade, como também publica matérias sobre a história de Xique-Xique.</p>
<p>O blog divulgou e acompanhou toda a passagem da equipe do projeto Os Chicos pela cidade. Inclusive, o principal apoiador de Adriano Brito no blog, Jorge Meira, foi quem deu estrutura para que o jornalista Gustavo Nolasco e o fotógrafo Leo Drumond pudessem realizar a pesquisa no município.</p>
<div id="attachment_612" class="wp-caption alignright" style="width: 610px"><img class="size-large wp-image-612" title="SDC12358" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SDC12358-1024x768.jpg" alt="O fotógrafo Leo Drumond e o jornalista Gustavo Nolasco agradeceram ao blog Xiquesampa, ao vivo, quando foram entrevistados por Neli Vasconcelos, durante o Jornal da Tribuna da rádio FM Xique-xique. " width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">O fotógrafo Leo Drumond e o jornalista Gustavo Nolasco agradeceram ao blog Xiquesampa, ao vivo, quando foram entrevistados por Neli Vasconcelos, durante o Jornal da Tribuna da rádio FM Xique-xique. </p></div>
<p> </p>
<p>Outro site importante é o <a href="www.xiquexiquense.blogspot.com">www.xiquexiquense.blogspot.com</a>, do advogado Juarez Chaves. Xique-xiquense, ele hoje vive em Fortaleza/CE, mas não perde nada do que acontece na cidade. Durante a produção de Os Chicos, Juarez deu várias dicas de contatos na cidade, mostrando o quanto considera relevante a divulgação de Xique-xique.</p>
<p>Boas dicas também foram dadas por Poliana Pinheiro, estudante de jornalismo em Salvador/BA e uma fotógrafa de mão cheia. Foi através dela que Nolasco e Drumond chegaram ao personagem escolhido para retratar Xique-xique: Chico de Né, um ex-agricultor do povoado Marreca Velha.</p>
<p>Poli Pinheiro também possui um belo blog <a href="http://www.olharespelosertao.blogspot.com/">www.olharespelosertao.blogspot.com</a>.</p>
<p>Os Chicos recomenda a todos conhecerem Xique-xique pelas palavras e fotos de Adriano Brito (adrianoxiquesampa@yahoo.com.br) Poliana Pinheiro (polianapinheiro18@yahoo.com.b) e Juarez Chaves (<a href="mailto:juarezchaves@yahoo.com.br">juarezchaves@yahoo.com.br</a>).</p>
<div id="attachment_613" class="wp-caption alignright" style="width: 610px"><img class="size-large wp-image-613" title="DSC_0355" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/DSC_0355-1024x501.jpg" alt="Feira de Xique-xique - Poliana Pinheiro" width="600" height="293" /><p class="wp-caption-text">Feira de Xique-xique - Poliana Pinheiro</p></div>
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		<title>As guardiãs de uma sepultura inundada</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 22:34:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Os Chicos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=574><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100418LD0021.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>As guardiãs de uma sepultura inundada
- Como está a estrada para Remanso?
 
Fizemos essa pergunta centenas de vezes até Sobradinho. E a resposta de desalento era a mesma. Sempre:
 
- Vixe, rapaz. Está péssima!!!
 
Remanso foi uma cidade que esteve presente em nosso cronograma de viagem desde a sua primeira versão. E nunca deixou de estar nas outras dezenas de revisões de trajeto que fizemos. Mas o fator estrada, combinado com outros dois (cronograma atrasado e a entrada repentina de Sobradinho, que não constava), quase nos fez desistir de seguir até Remanso.
Chegamos a nos reunir em Juazeiro para analisar o possível cancelamento da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As guardiãs de uma sepultura inundada</strong></p>
<p><em>- Como está a estrada para Remanso?</em></p>
<p> </p>
<p>Fizemos essa pergunta centenas de vezes até Sobradinho. E a resposta de desalento era a mesma. Sempre:</p>
<p> </p>
<p><em>- Vixe, rapaz. Está péssima!!!</em></p>
<p> </p>
<p>Remanso foi uma cidade que esteve presente em nosso cronograma de viagem desde a sua primeira versão. E nunca deixou de estar nas outras dezenas de revisões de trajeto que fizemos. Mas o fator estrada, combinado com outros dois (cronograma atrasado e a entrada repentina de Sobradinho, que não constava), quase nos fez desistir de seguir até Remanso.</p>
<p>Chegamos a nos reunir em Juazeiro para analisar o possível cancelamento da viagem. Apesar de todos os fatores negativos, optamos por enfrentá-los e seguimos ao Remanso.</p>
<p>Ao contrário do que nos disseram, a rodovia não era péssima. Na verdade, ela não existia! O descaso de anos e anos fez o asfalto simplesmente desaparecer.</p>
<div id="attachment_575" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-575" title="20100418LD0021" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100418LD0021.jpg" alt="Sorria, você está na Bahia!" width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">Sorria, você está na Bahia!</p></div>
<p>Ainda passamos pela primeira cidade artificialmente reconstruída, Casa Nova, onde repetimos a pergunta e recebemos a mesma resposta sobre a estrada. Mesmo assim, encaramos o trecho de 80 quilômetros de descaso pleno, absoluto e inacreditável.</p>
<p>Passada a revolta e com a visão do lago de Sobradinho às margens de Remanso, ficamos paralisados com a beleza. Bem no meio do lago, as duas caixas d’água da antiga Remanso apontavam sobre a superfície. Uma imagem lindíssima e uma das mais simbólicas do afogamento das cidades mortas pelo lago de Sobradinho.</p>
<p>Uma cidade, com toda essa carga de energia e com o simbolismo de ter sua história afogada pelas águas do São Francisco, merecia um personagem de extrema grandeza. E foi lá que encontramos nada mais, nada menos que Chicoteca. O alfaiate e centroavante que virou nome de discoteca. É isso mesmo: Chicoteca foi o apelido que recebeu após abrir uma casa noturna nos tempos em que John Travolta ditava regra nas pistas de dança.</p>
<p>Apesar do seu afogamento prematuro, Remanso conseguiu se recuperar do baque. Ao contrário do que se imaginava, não encontramos uma cidade revoltada com seu destino. Encontramos sim um povo baiano por natureza; ou seja, alegre por natureza. Gente que vive às margens do Sobradinho, amando sua terra e nunca deixando de olhar para as caixas d’água ilhadas no meio do lago. Guardiãs de uma sepultura inundada.</p>
<div id="attachment_576" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-576" title="20100416LD0591" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100416LD0591.jpg" alt="Aos pés das guardiãs, a velha Remanso..." width="800" height="492" /><p class="wp-caption-text">Aos pés das guardiãs, a velha Remanso...</p></div>
<div id="attachment_577" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-577" title="20100416LD0648" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100416LD0648.jpg" alt="...uma cidade inundada, mas que não deixa de viver..." width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">...uma cidade inundada, mas que não deixa de viver...</p></div>
<div id="attachment_578" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-578" title="20100417LD0113" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100417LD0113.jpg" alt="...fora do lugar, mas sempre atenta ao seu passado." width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">...fora do lugar, mas sempre atenta ao seu passado.</p></div>
<p><strong>Tovinho “Chico” Régis, o terceiro elemento! </strong></p>
<p>É assim que devemos tentar render a homenagem que merece esse radialista, fotógrafo, produtor cultural, agitador e “pau para toda obra”. Tovinho foi nosso guia, nosso companheiro e, a partir de então, co-autor da história que tentaremos contar do Rio São Francisco.</p>
<p>Remanso ainda saberá dar a Tovinho a importância que ele já tem para a cidade e para Os Chicos. Ninguém tem ou terá um acervo tão grande de registro da cidade como ele tem.</p>
<p>Também não poderíamos deixar de agradecer ao vice-prefeito Hugo, ao secretário municipal Zé Marcelino (irmãos de Tovinho, assim como Neila – uma família especial, muito especial), Dudu e Gil.</p>
<div id="attachment_579" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-579" title="20100416LD0778" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100416LD0778.jpg" alt="Tovinho “Chico” Régis e sua inseparável câmera..." width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">Tovinho “Chico” Régis e sua inseparável câmera...</p></div>
<div id="attachment_580" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-580" title="20100417LD0424" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100417LD0424.jpg" alt="...que não deixa de marcar a história da cidade..." width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">...que não deixa de marcar a história da cidade...</p></div>
<div id="attachment_581" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-581" title="20100417LD0800" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100417LD0800.jpg" alt="...onde um antigo centroavante será o personagem..." width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">...onde um antigo centroavante será o personagem...</p></div>
<div id="attachment_582" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-582" title="20100417LD0815" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100417LD0815.jpg" alt="...de todo um povo alegre, baiano e sem ressentimentos do passado." width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">...de todo um povo alegre, baiano e sem ressentimentos do passado.</p></div>
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		<title>Um personagem chamado Rio</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 21:47:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Os Chicos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href=http://www.oschicos.com.br/blog/?p=564><img src=http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100417LD02253.jpg class=imgtfe hspace=5 align=right width=300  border=0></a>Um personagem chamado Rio
Deixamos Juazeiro sem poder olhar para trás. Fizemos como faz o sertanejo, que entra no ônibus para São Paulo sem se despedir dos seus que ficam. Não olha para trás e deixa de despedir. Não porque é rude. Faz isso para a lágrima não rolar pela barba do rosto. Assim, não corre o risco da saudade adocicar sua aparência dura. Afinal, o sertanejo euclidiano é, antes de tudo, um forte.
Foi com esse sentimento que não despedimos de Petrolina e tampouco de Juazeiro. A missão agora era desvendar os Chicos e Chicas que arrudeiam o maior lago artificial do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Um personagem chamado Rio</strong></p>
<p>Deixamos Juazeiro sem poder olhar para trás. Fizemos como faz o sertanejo, que entra no ônibus para São Paulo sem se despedir dos seus que ficam. Não olha para trás e deixa de despedir. Não porque é rude. Faz isso para a lágrima não rolar pela barba do rosto. Assim, não corre o risco da saudade adocicar sua aparência dura. Afinal, o sertanejo euclidiano é, antes de tudo, um forte.</p>
<div id="attachment_608" class="wp-caption alignright" style="width: 688px"><img class="size-full wp-image-608" title="20100417LD0225" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100417LD02253.jpg" alt="O sertanejo é, antes de tudo, um forte." width="678" height="800" /><p class="wp-caption-text">O sertanejo é, antes de tudo, um forte.</p></div>
<p>Foi com esse sentimento que não despedimos de Petrolina e tampouco de Juazeiro. A missão agora era desvendar os Chicos e Chicas que arrudeiam o maior lago artificial do mundo: o lago de Sobradinho.</p>
<p>Formado para sustentar a hidrelétrica local, inaugurada em 1975, e para controlar a vazão do São Francisco nas usinas de Paulo Afonso, o lago de Sobradinho compreende uma área superior a 4.000 quilômetros quadrados. Em alguns pontos de seu espelho d’água é impossível enxergar qualquer pedaço de margem, mesmo num giro de 360º. Em síntese, Sobradinho concretizou a profecia de Antônio Conselheiro de que o sertão viraria mar.</p>
<p>Como as distâncias são gigantescas nessa região árida e inóspita, traçamos a meta de visitar as cidades de Sobradinho e Remanso. Sobradinho, por ser a porta de entrada do lago e sede da grande usina hidrelétrica. E Remanso, para representar as outras três cidades que também foram afogadas pela barragem e artificialmente transferidas para outros pontos.</p>
<p>Em Sobradinho, fomos em busca da Casa das Adolescentes e da Creche Gente Valente, ambas no bairro pobre de São Joaquim. Para nossa surpresa, enquanto nos apresentávamos, a própria coordenadora do projeto nos pediu licença e se dirigiu a dois orientadores nas salas ao lado: Francisco e Francisca!!! Sem dizer nenhuma palavra, trocamos olhares e pensamos a mesma coisa: “<em>pronto, nossa busca acabou!”</em></p>
<p>Após conhecer as tímidas, mas carinhosas instalações da creche, nos deparamos com uma roda de 20 crianças de 3 e 4 anos de idade, sentadas em círculo nos fundos da creche. Comando a turminha estava o Tio Francisco.</p>
<p>Fomos recebidos com música e olhares curiosos. Ao tentar explicar às crianças o motivo da nossa visita, queríamos que eles entendessem que o Tio Francisco seria um dos personagens do nosso livro. E assim, tentamos: <em>“do mesmo jeito que um livrinho de história tem seus personagens, queremos um personagem para o nosso livro. Só que ele tem de ter o mesmo nome do rio que passa por Sobradinho”.</em></p>
<p>Alguns apontaram prontamente para o Tio Francisco, mas fomos surpreendidos pela ingenuidade desconcertante só vista mesmo nas crianças. Ficamos sem palavras quando uma das crianças nos devolveu a resposta: <em>“mas aqui não tem ninguém que chama Rio”.</em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_566" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><em><img class="size-large wp-image-566" title="SDC12013" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SDC12013-1024x768.jpg" alt="A hora da merenda na Creche Gente Valente." width="600" height="450" /></em><p class="wp-caption-text">A hora da merenda na Creche Gente Valente.</p></div>
<div id="attachment_567" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><em><img class="size-full wp-image-567" title="20100416LD0166" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100416LD0166.jpg" alt="Na resistência, Sobradinho virou cidade..." width="800" height="533" /></em><p class="wp-caption-text">Na resistência, Sobradinho virou cidade...</p></div>
<div id="attachment_568" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><em><img class="size-full wp-image-568" title="20100416LD0057" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100416LD0057.jpg" alt="...mas a segregação continua existindo." width="800" height="533" /></em><p class="wp-caption-text">...mas a segregação continua existindo.</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 12pt;">Em Sobradinho, foi motivo de orgulho para Os Chicos ter conhecido duas verdadeiras guerreiras. Marta e Gércia são símbolos de perseverança e garra. As duas estão à frente dos projetos Creche Gente Valente e Casa das Adolescentes. Juntas, as duas instituições atendem mais de 300 crianças e meninas adolescentes que vivem em áreas de risco. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 12pt;">É revoltante ver como um trabalho importante como o feito por Marta não recebe recursos da prefeitura local – e não venham nos dizer que vale-compras em mercadinho sem licitação pública é apoio. Ainda mais em um município que recebe royalties da geração de energia proporcionada pela Usina de Sobradinho. </span></p>
<div id="attachment_569" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-569" title="20100416LD0287" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100416LD0287.jpg" alt="A valentia é símbolo do povo de Sobradinho..." width="800" height="525" /><p class="wp-caption-text">A valentia é símbolo do povo de Sobradinho...</p></div>
<div id="attachment_570" class="wp-caption alignnone" style="width: 543px"><img class="size-full wp-image-570" title="20100416LD0402" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100416LD0402.jpg" alt="...onde, infelizmente, o descaso do poder público continua latente." width="533" height="800" /><p class="wp-caption-text">...onde, infelizmente, o descaso do poder público continua latente.</p></div>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-571" title="SDC12025" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/SDC12025-1024x768.jpg" alt="SDC12025" width="600" height="450" /></p>
<div id="attachment_602" class="wp-caption alignnone" style="width: 810px"><img class="size-full wp-image-602" title="20100415LD0310" src="http://www.oschicos.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/20100415LD0310.jpg" alt="E nas águas de Sobradinho os Chicos vão contando sua história..." width="800" height="533" /><p class="wp-caption-text">E nas águas de Sobradinho os Chicos vão contando sua história...</p></div>
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